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Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2026

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Dezembro Vermelho: Saúde reforça cuidados e combate ao estigma sobre HIV

De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), entre 2015 e 2024 foram notificadas 24.408 pessoas vivendo com HIV em Santa Catarina. A maior concentração está entre jovens de 20 a 29 anos, com predominância do sexo masculino — 17.006 registros no período.

Dezembro Vermelho: Saúde reforça cuidados e combate ao estigma sobre HIV
CSN - Foto: Freepik
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O dia 1º de dezembro marca a mobilização mundial contra o HIV/Aids – a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida causada pelo vírus HIV. Nesta data, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça a importância da conscientização, da prevenção e do diagnóstico precoce como estratégias fundamentais no enfrentamento da infecção. A campanha também destaca a necessidade de combater o estigma e o preconceito, reforçando que o HIV segue sendo um desafio global de saúde pública.

De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive), entre 2015 e 2024 foram notificadas 24.408 pessoas vivendo com HIV em Santa Catarina. A maior concentração está entre jovens de 20 a 29 anos, com predominância do sexo masculino — 17.006 registros no período. Em 2024, o estado contabilizou 2.202 novos casos, número menor que o registrado em 2023, quando houve 2.522 notificações.

Houve também redução nos diagnósticos de Aids, estágio avançado da infecção pelo HIV. Em 2024, foram confirmados 1.161 casos, frente aos 1.254 registrados em 2023.

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É fundamental reforçar que viver com HIV não é o mesmo que ter Aids. A Aids representa o estágio em que o vírus provoca maior comprometimento do sistema imunológico. A transmissão ocorre por meio de relações sexuais desprotegidas, transfusão de sangue contaminado, compartilhamento de instrumentos perfurocortantes sem esterilização e da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação.

“O HIV/Aids ainda não têm cura, mas existem formas eficazes de prevenção e tratamento. Muitas pessoas podem viver anos sem apresentar sintomas, por isso a testagem é essencial, assim como o início imediato do cuidado em caso de resultado positivo”, destaca Regina Valim, infectologista da DIVE.

Prevenção e tratamento

A recomendação é que todas as pessoas sexualmente ativas realizem testes periódicos para detecção do HIV. Os testes rápidos, disponíveis nos serviços de saúde, são feitos a partir de uma gota de sangue e ficam prontos em até 30 minutos. Em caso de diagnóstico positivo, o tratamento é iniciado de forma imediata e é ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O uso de preservativos interno e externo continua sendo uma das estratégias mais eficazes de prevenção. Eles estão disponíveis gratuitamente nos serviços de saúde.

Além dos preservativos, a prevenção pode ser reforçada por meio da Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) e da Profilaxia Pós-Exposição ao HIV (PEP). Ambos os métodos são oferecidos gratuitamente pelo SUS em Santa Catarina.

  • PrEP: indicada para pessoas a partir de 15 anos que desejam aumentar sua proteção e que estejam em contexto de maior vulnerabilidade;
  • PEP: recomendada após uma situação de risco, como relação sexual sem preservativo; deve ser iniciada em até 72 horas e mantida por 28 dias.

Seminário estadual

Em alusão à data, a SES promoveu, em 27 de novembro, em Florianópolis, o seminário “Caminhos para o Enfrentamento do HIV em Santa Catarina: Prevenção, Estigma e Doença Avançada”. O evento reuniu profissionais das regionais de saúde, equipes municipais, ambulatórios, serviços especializados e representantes da sociedade civil.

O encontro atualizou informações sobre prevenção, diagnóstico e manejo da doença avançada, apresentou o Projeto Circuito Rápido da Doença Avançada, que será implementado nos municípios, e trouxe debates sobre estigma, acolhimento e prevenção materno-fetal, com foco no pré-natal e no período pós-parto.

FONTE/CRÉDITOS: CSN - Central Sul de Notícas - Secom/SC
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