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Da Redação
A precariedade na coleta de lixo tem gerado indignação entre moradores do bairro Uberaba, em Curitiba. O problema, segundo relatos frequentes, vai além de atrasos pontuais: o serviço de recolhimento de resíduos orgânicos e recicláveis simplesmente não segue os horários estabelecidos — e, em alguns casos, nem mesmo acontece no dia previsto.
O resultado é visível nas ruas. Sacos de lixo permanecem por horas — e até dias — expostos nas calçadas, tornando-se alvo fácil para a ação de catadores de recicláveis e também de vândalos. Muitos sacos são rasgados, e o lixo acaba espalhado pelas vias, agravando a sensação de abandono e descaso.
Desordem urbana e risco sanitário
A situação tem consequências que vão além do incômodo visual. Com o lixo exposto:
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há proliferação de mau cheiro
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aumento do risco de doenças
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presença de insetos e animais
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degradação do espaço urbano
Moradores relatam que, após a passagem de catadores — que buscam materiais para garantir o próprio sustento — o que sobra é um cenário de sujeira generalizada. Sem recolhimento imediato, o problema se multiplica.
Serviço terceirizado sob cobrança
A coleta de lixo em Curitiba é realizada por empresas terceirizadas, contratadas pelo poder público municipal. Diante disso, cresce a cobrança para que a prefeitura fiscalize com mais rigor a execução do serviço.
Para os contribuintes, a conta não fecha. Com um dos IPTUs mais elevados do país, além da carga tributária estadual e federal, a população cobra um serviço básico que funcione com eficiência e regularidade.
“Pagamos caro e não temos retorno. O mínimo seria cumprir o horário da coleta”, reclama um morador da região.
Falta de planejamento e comunicação
Outro ponto criticado é a ausência de comunicação clara com a população. Quando há mudanças nos dias ou horários da coleta, muitos moradores afirmam que não são informados adequadamente, o que contribui para o acúmulo de lixo nas ruas.
Responsabilidade pública
Especialistas em gestão urbana apontam que, mesmo com a terceirização, a responsabilidade final é da prefeitura. Cabe ao município:
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fiscalizar contratos
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exigir cumprimento de metas
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aplicar penalidades em caso de falhas
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garantir qualidade no serviço prestado
Entre a sobrevivência e o problema urbano
A presença de catadores de recicláveis também escancara uma questão social. Muitos dependem da atividade para sobreviver, mas a falta de estrutura adequada — como pontos de coleta organizados — acaba contribuindo para o problema urbano.
O que diz a prefeitura?
Até o momento, moradores afirmam não ter recebido respostas efetivas sobre a irregularidade na coleta. A expectativa é de que o poder público se manifeste e apresente soluções rápidas para evitar que a situação se agrave.
Módulo crítico
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Coleta irregular gera acúmulo de lixo nas ruas
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Sacos são rasgados e resíduos espalhados
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População cobra eficiência diante de alta carga tributária
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Serviço terceirizado exige maior fiscalização
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Problema envolve também questão social dos catadores

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