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Terça-feira, 21 de Abril de 2026

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Projeto prevê câmeras contra descarte irregular de lixo

Proposta em análise na Câmara de Curitiba prevê uso de câmeras de monitoramento para identificar infratores e reforçar a fiscalização ambiental.

Projeto prevê câmeras contra descarte irregular de lixo
CSN - O projeto de lei prevê a ampliação de meios para denúncias anônimas de descarte irregular. (Foto: Ricardo Marajó/SMCS)
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CSN - Central Sul de Notícias - CMC

Da Redação

Diante da dificuldade de fiscalização presencial e do aumento dos pontos de descarte irregular de resíduos na capital paranaense, o vereador João da 5 Irmãos (MDB) protocolou um projeto de lei que autoriza a implantação de câmeras de monitoramento para identificar infratores e garantir maior eficiência na gestão de resíduos em Curitiba. 

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A proposta abrange vias e áreas públicas, terrenos baldios, áreas de preservação permanente e locais privados de acesso irrestrito, com aplicação de multas aos responsáveis. Pela justificativa, o objetivo é reforçar a proteção da saúde coletiva, reduzir os custos de limpeza urbana e dar maior efetividade às sanções ambientais (005.00537.2025). 

Combate ao descarte irregular de resíduos na capital

Segundo o projeto, a implantação do videomonitoramento ocorrerá de forma gradual, de acordo com a capacidade técnica e orçamentária da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMMA), priorizando pontos críticos previamente mapeados. O sistema poderá ser integrado ao Centro de Comando e Controle e à Muralha Digital, otimizando recursos e compartilhando informações com outros órgãos públicos.

Além das câmeras, o texto prevê a ampliação de canais de denúncia anônima, a criação de novos Pontos de Entrega Voluntária (EcoPontos) e campanhas permanentes de educação ambiental. Nos locais monitorados, será obrigatória a sinalização informando a finalidade da ação, a base legal para o tratamento de dados e o canal de contato do órgão responsável. “O uso de sistemas eletrônicos de fiscalização trará eficiência, redução de custos operacionais e maior segurança jurídica na aplicação das multas ambientais”, afirma João da 5 Irmãos na justificativa.

Videomonitoramento segue a LGPD e a legislação ambiental

O autor destaca que a medida se baseia em dispositivos da lei municipal 15.852/2021, que trata da Política Municipal de Meio Ambiente, e observa os requisitos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O texto também prevê que todas as multas aplicadas com base no videomonitoramento sejam destinadas ao Fundo Municipal de Meio Ambiente, com prioridade para manutenção do sistema, programas de educação ambiental e revitalização de áreas degradadas.

“Além de coibir o descarte irregular de resíduos, a proposta gera autossustentação, pois os valores arrecadados poderão ser revertidos em melhorias ambientais e em ações educativas”, registra o vereador. “Experiências bem-sucedidas em outras cidades, como São José dos Campos, demonstram a eficácia da combinação entre tecnologia, educação ambiental e participação cidadã na promoção da responsabilidade ambiental e na preservação do espaço urbano”, finaliza.

Veja os principais pontos do projeto de lei de João da 5 Irmãos:

ASPECTO REGULAMENTAÇÃO PREVISTA
Implantação Gradual, conforme capacidade técnica e orçamentária da SMMA, priorizando pontos críticos.
Integração Possibilidade de conexão ao Centro de Comando e Controle e à Muralha Digital.
Canais de denúncia Ampliação de meios para denúncias anônimas de descarte irregular.
Infraestrutura Criação de novos EcoPontos e oferta de serviços de recolhimento.
Campanhas Ações permanentes de educação ambiental em parceria com escolas e entidades.
Sinalização Obrigatória nos locais monitorados, com informações sobre finalidade, base legal e contato do órgão responsável.
Destinação de recursos 100% das multas ao Fundo Municipal de Meio Ambiente, priorizando a manutenção do sistema e a revitalização de áreas degradadas.

A proposta tramita desde o final de julho e já recebeu a instrução técnica da Procuradoria Jurídica (ProJuris). A próxima etapa é a análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

FONTE/CRÉDITOS: CSN - Central Sul de Notícias - CMC
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