Aguarde, carregando...

Quarta-feira, 12 de Agosto 2026
Notícias/Internacional

Terremoto de magnitude 7,4 devastou o oeste da Colômbia e deixa centenas de mortos

Milhares de pessoas estão desaparecidas; cidades como Pereira, Cali, Manizales e Quibdó enfrentam uma das maiores tragédias sísmicas da história recente do país

Terremoto de magnitude 7,4 devastou o oeste da Colômbia e deixa centenas de mortos
CSN -
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

CSN - Central Sul de Notícias - Colômbia

Da Redação

Um dos terremotos mais devastadores já registrados na Colômbia atingiu o oeste do país na manhã de segunda-feira (10), provocando destruição em várias cidades, desabamento de edifícios e deixando milhares de pessoas desaparecidas.

Publicidade

Leia Também:

O terremoto, de magnitude 7,4, teve epicentro próximo ao município de San José del Palmar, no departamento de Chocó, e foi sentido em grande parte do território colombiano e também em países vizinhos, como Equador, Panamá e Venezuela.

O número de mortos, que inicialmente era estimado em pouco mais de uma centena, chegou a 181 vítimas, segundo o balanço mais recente divulgado nesta terça-feira (11). Cerca de 2.595 pessoas ficaram feridas, enquanto milhares continuam desaparecidas. As operações de busca e resgate prosseguem em diferentes regiões do país.

Cidades inteiras atingidas

A força do tremor provocou danos generalizados em cidades do oeste colombiano. Pereira, Cali, Manizales e Quibdó estão entre os municípios mais afetados.

Em diversas localidades, prédios e residências desabaram total ou parcialmente, deixando moradores presos sob os escombros. Equipes de emergência, militares, policiais e voluntários trabalham na tentativa de localizar sobreviventes.

Em Pereira, uma das cidades mais atingidas, dezenas de mortes foram registradas e dezenas de estruturas sofreram colapsos. Em Cali, também foram registrados desabamentos e graves danos à infraestrutura.

A situação é ainda mais crítica nas áreas rurais de Chocó, onde o acesso é dificultado pela geografia montanhosa e pela extensa cobertura de floresta. A precariedade da infraestrutura local também dificulta a chegada das equipes de emergência e a avaliação precisa dos danos.

Presidente declara emergência nacional

Recém-empossado, o presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, enfrenta sua primeira grande crise nacional poucos dias depois de assumir o cargo.

O governo declarou estado de emergência para acelerar a liberação de recursos e mobilizar estruturas de segurança e atendimento às vítimas. As Forças Armadas foram acionadas para auxiliar nas operações de resgate, transporte de equipes e distribuição de ajuda humanitária.

De la Espriella afirmou que o governo concentrará esforços especialmente nas regiões mais pobres e isoladas de Chocó, onde a destruição provocada pelo terremoto pode ser ainda maior do que os primeiros levantamentos indicam.

Corrida contra o tempo

Com milhares de pessoas ainda desaparecidas, as equipes de resgate trabalham contra o relógio.

Familiares permanecem próximos aos locais onde edifícios desabaram, enquanto equipes procuram sinais de vida entre toneladas de concreto, madeira e outros materiais.

A dimensão da tragédia ainda não foi completamente determinada. Em algumas comunidades rurais, autoridades enfrentam dificuldades para estabelecer contato e chegar às áreas afetadas.

O governo colombiano também adotou medidas emergenciais em algumas cidades para facilitar o trabalho das equipes de resgate e evitar novos problemas durante o período de instabilidade.

Um dos terremotos mais fortes da história recente

A magnitude de 7,4 coloca o terremoto entre os eventos sísmicos mais importantes já registrados na Colômbia.

O oeste colombiano é uma região de elevada atividade tectônica, influenciada pela interação de diferentes placas e estruturas geológicas. A proximidade com o Pacífico também coloca parte do território colombiano em uma das regiões de maior atividade sísmica do planeta.

O terremoto foi seguido por diversas réplicas, aumentando o temor entre moradores e dificultando a entrada de equipes em construções que permaneceram parcialmente danificadas.

Especialistas alertam que estruturas já comprometidas podem entrar em colapso durante novos tremores, razão pela qual a população foi orientada a evitar prédios danificados.

Solidariedade internacional

A tragédia provocou uma onda de solidariedade em diversos países. O governo dos Estados Unidos anunciou apoio financeiro para as operações de emergência. A administração do presidente Donald Trump afirmou estar acompanhando a situação e preparada para auxiliar a população colombiana.

Países latino-americanos também manifestaram disposição para colaborar com as operações de resgate e assistência humanitária. O Brasil também ofereceu apoio ao governo colombiano. O Itamaraty informou que acompanha a situação e manifestou disposição para colaborar nas ações de resposta ao desastre.

No México, a presidente Claudia Sheinbaum declarou que seu governo está disposto a prestar a assistência necessária ao país vizinho. A Venezuela, que recentemente também enfrentou uma grave emergência sísmica, manifestou solidariedade à população colombiana e ofereceu apoio às operações de resgate e ajuda humanitária.

América Latina diante de uma nova tragédia

O terremoto colombiano ocorre poucas semanas depois dos fortes terremotos que atingiram a Venezuela, deixando um elevado número de vítimas e provocando uma grande mobilização internacional.

A sucessão de tragédias sísmicas na região reacendeu o debate sobre prevenção, qualidade das construções, sistemas de alerta, preparação das equipes de emergência e capacidade dos governos de responder rapidamente a grandes desastres.

Apesar da mobilização nacional e internacional, o desafio imediato na Colômbia é localizar os desaparecidos e retirar sobreviventes dos escombros.

Enquanto as equipes continuam trabalhando, o país acompanha com apreensão a atualização dos números. A dimensão real da tragédia poderá ser conhecida apenas nos próximos dias, à medida que os socorristas conseguirem alcançar as regiões mais isoladas.

FONTE/CRÉDITOS: CSN - Central Sul de Notícias -Colômbia

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.
CSN - Central Sul de Notícias

Publicado por:

CSN - Central Sul de Notícias

A Central Sul de Notícias é uma moderna e conceituada agência de jornalismo do sul do país. Estamos presentes nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de realizarmos cobertura jornalística no Brasil e No Mundo.

Saiba Mais

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp CSN - Central Sul de Notícias
A CSN agradece o seu contato. Como podemos ajudar....
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR