CSN - Central Sul de Notícias - Colômbia
Da Redação
Um dos terremotos mais devastadores já registrados na Colômbia atingiu o oeste do país na manhã de segunda-feira (10), provocando destruição em várias cidades, desabamento de edifícios e deixando milhares de pessoas desaparecidas.
O terremoto, de magnitude 7,4, teve epicentro próximo ao município de San José del Palmar, no departamento de Chocó, e foi sentido em grande parte do território colombiano e também em países vizinhos, como Equador, Panamá e Venezuela.
O número de mortos, que inicialmente era estimado em pouco mais de uma centena, chegou a 181 vítimas, segundo o balanço mais recente divulgado nesta terça-feira (11). Cerca de 2.595 pessoas ficaram feridas, enquanto milhares continuam desaparecidas. As operações de busca e resgate prosseguem em diferentes regiões do país.
Cidades inteiras atingidas
A força do tremor provocou danos generalizados em cidades do oeste colombiano. Pereira, Cali, Manizales e Quibdó estão entre os municípios mais afetados.
Em diversas localidades, prédios e residências desabaram total ou parcialmente, deixando moradores presos sob os escombros. Equipes de emergência, militares, policiais e voluntários trabalham na tentativa de localizar sobreviventes.
Em Pereira, uma das cidades mais atingidas, dezenas de mortes foram registradas e dezenas de estruturas sofreram colapsos. Em Cali, também foram registrados desabamentos e graves danos à infraestrutura.
A situação é ainda mais crítica nas áreas rurais de Chocó, onde o acesso é dificultado pela geografia montanhosa e pela extensa cobertura de floresta. A precariedade da infraestrutura local também dificulta a chegada das equipes de emergência e a avaliação precisa dos danos.
Presidente declara emergência nacional
Recém-empossado, o presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, enfrenta sua primeira grande crise nacional poucos dias depois de assumir o cargo.
O governo declarou estado de emergência para acelerar a liberação de recursos e mobilizar estruturas de segurança e atendimento às vítimas. As Forças Armadas foram acionadas para auxiliar nas operações de resgate, transporte de equipes e distribuição de ajuda humanitária.
De la Espriella afirmou que o governo concentrará esforços especialmente nas regiões mais pobres e isoladas de Chocó, onde a destruição provocada pelo terremoto pode ser ainda maior do que os primeiros levantamentos indicam.
Corrida contra o tempo
Com milhares de pessoas ainda desaparecidas, as equipes de resgate trabalham contra o relógio.
Familiares permanecem próximos aos locais onde edifícios desabaram, enquanto equipes procuram sinais de vida entre toneladas de concreto, madeira e outros materiais.
A dimensão da tragédia ainda não foi completamente determinada. Em algumas comunidades rurais, autoridades enfrentam dificuldades para estabelecer contato e chegar às áreas afetadas.
O governo colombiano também adotou medidas emergenciais em algumas cidades para facilitar o trabalho das equipes de resgate e evitar novos problemas durante o período de instabilidade.
Um dos terremotos mais fortes da história recente
A magnitude de 7,4 coloca o terremoto entre os eventos sísmicos mais importantes já registrados na Colômbia.
O oeste colombiano é uma região de elevada atividade tectônica, influenciada pela interação de diferentes placas e estruturas geológicas. A proximidade com o Pacífico também coloca parte do território colombiano em uma das regiões de maior atividade sísmica do planeta.
O terremoto foi seguido por diversas réplicas, aumentando o temor entre moradores e dificultando a entrada de equipes em construções que permaneceram parcialmente danificadas.
Especialistas alertam que estruturas já comprometidas podem entrar em colapso durante novos tremores, razão pela qual a população foi orientada a evitar prédios danificados.
Solidariedade internacional
A tragédia provocou uma onda de solidariedade em diversos países. O governo dos Estados Unidos anunciou apoio financeiro para as operações de emergência. A administração do presidente Donald Trump afirmou estar acompanhando a situação e preparada para auxiliar a população colombiana.
Países latino-americanos também manifestaram disposição para colaborar com as operações de resgate e assistência humanitária. O Brasil também ofereceu apoio ao governo colombiano. O Itamaraty informou que acompanha a situação e manifestou disposição para colaborar nas ações de resposta ao desastre.
No México, a presidente Claudia Sheinbaum declarou que seu governo está disposto a prestar a assistência necessária ao país vizinho. A Venezuela, que recentemente também enfrentou uma grave emergência sísmica, manifestou solidariedade à população colombiana e ofereceu apoio às operações de resgate e ajuda humanitária.
América Latina diante de uma nova tragédia
O terremoto colombiano ocorre poucas semanas depois dos fortes terremotos que atingiram a Venezuela, deixando um elevado número de vítimas e provocando uma grande mobilização internacional.
A sucessão de tragédias sísmicas na região reacendeu o debate sobre prevenção, qualidade das construções, sistemas de alerta, preparação das equipes de emergência e capacidade dos governos de responder rapidamente a grandes desastres.
Apesar da mobilização nacional e internacional, o desafio imediato na Colômbia é localizar os desaparecidos e retirar sobreviventes dos escombros.
Enquanto as equipes continuam trabalhando, o país acompanha com apreensão a atualização dos números. A dimensão real da tragédia poderá ser conhecida apenas nos próximos dias, à medida que os socorristas conseguirem alcançar as regiões mais isoladas.

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