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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2026

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União Europeia coloca Portugal entre os países que vão liderar a energia do futuro

A lista da União Europeia volta a incluir a infraestrutura interna portuguesa de hidrogénio, o interligador Portugal–Espanha e o segmento transfronteiriço conhecido como BarMar, permitindo criar um eixo contínuo de transporte e exportação de hidrogénio renovável até ao centro industrial europeu.

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Da Redação

Portugal entrou na nova Lista da União dos Projetos de Interesse Comum (PCI) e de Interesse Mútuo (PMI) da Comissão Europeia (CE) com vários projetos estratégicos que serão determinantes para o futuro energético europeu. 
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Esta Lista de Bruxelas é um instrumento essencial para orientar o investimento em infraestruturas energéticas críticas, identificando os projetos considerados vitais para a segurança energética, a integração do mercado interno e o cumprimento das metas climáticas da União Europeia. 
 
A inclusão de Portugal reafirma o país como parceiro fiável, com propostas tecnicamente sólidas, ambientalmente robustas e plenamente alinhadas com as prioridades da transição energética europeia. 
 
Entre os projetos agora distinguidos, destaca-se a interligação elétrica Beariz–Fontefría–Ponte de Lima–Vila Nova de Famalicão, que volta a ser classificada como prioridade estratégica europeia. 
 
Esta infraestrutura reforça a ligação entre Portugal e Espanha, melhora a estabilidade da rede ibérica, aumenta a integração de energia renovável e contribui para reduzir o histórico défice de interligações na Península Ibérica ao fortalecer a resiliência do sistema elétrico conjunto. 
 
No domínio do hidrogénio, Portugal consolida a sua participação num dos maiores corredores energéticos do continente, que ligará a Península Ibérica à França e à Alemanha. 
 
A lista da União Europeia volta a incluir a infraestrutura interna portuguesa de hidrogénio, o interligador Portugal–Espanha e o segmento transfronteiriço conhecido como BarMar, permitindo criar um eixo contínuo de transporte e exportação de hidrogénio renovável até ao centro industrial europeu. 
 
Este corredor contribuirá para reduzir dependências externas, desenvolver novas cadeias de valor industrial, afirmar Portugal como produtor competitivo de hidrogénio verde e reforçar a autonomia estratégica da União Europeia. 
 
A decisão da Comissão Europeia confirma que os projetos portugueses cumprem os requisitos técnicos, financeiros e ambientais definidos pelo Regulamento das Redes Transeuropeias de Energia. 
 
A maturidade, consistência e robustez demonstradas refletem um elevado grau de preparação e a capacidade nacional de coordenação em projetos complexos e transfronteiriços, fator essencial para a aprovação e financiamento europeu. 
 
A Ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, sublinha que "estes resultados demonstram a qualidade excecional do trabalho técnico realizado pelas equipas nacionais, que apresentaram projetos sólidos, maduros e alinhados com as prioridades da União Europeia". 
 
"Portugal tem vindo a afirmar-se como um parceiro fiável e competente. Não apenas cumprimos o que nos é solicitado, como contribuímos para soluções europeias de grande escala — da eletricidade ao hidrogénio — que reforçam a segurança energética e aceleram a transição climática", aponta Maria da Graça Carvalho, que acrescenta que "este reconhecimento europeu reforça a confiança na capacidade de execução portuguesa e confirma que os nossos projetos estão preparados para avançar com segurança, estabilidade e condições favoráveis ao investimento". 
 
Em suma, com esta nova Lista da União, Portugal reforça a sua posição no esforço europeu de integração energética. 
 
As infraestruturas agora reconhecidas permitirão maior inserção no mercado europeu, melhor aproveitamento da capacidade renovável nacional, desenvolvimento de novas indústrias verdes, criação de emprego qualificado e um contributo decisivo para uma Europa mais resiliente, interligada e sustentável.
FONTE/CRÉDITOS: CSN - Central Sul de Notícias - Portugal
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