CSN – Central Sul de Notícias - Colunista Maria Cecília
Da Redação
Querido amigo (a) leitor(a),
Hoje escrevo sobre um tema de extrema importância. Algo que transtornou — e ainda transtorna — o mundo. Sim, o mundo, pois ultrapassou as fronteiras do Brasil e expôs uma realidade que, de diferentes formas, une partidos políticos, ideologias, religiões e grupos sociais.
Não é de hoje que o ser humano, considerado o ápice da criação, filho do Deus único e onipotente, luta com enorme afinco pela supremacia — seja na política, nas finanças, na religião, no status social ou, muitas vezes, em todas essas esferas ao mesmo tempo. Trata-se de uma busca arraigada e incessante, por vezes cruel, pela manutenção de ideais e pela própria preservação. Mas preservar-se de quem? E de quê?
Agimos, muitas vezes, como se tivéssemos sido criados para competir entre nós, rivalizar e, não raramente, agir de forma abusiva e desleal. No entanto, todos nós somos iguais em direitos e deveres — ou ao menos deveríamos ser. Este é o retrato de uma sociedade marcada pelo consumo exacerbado e pela busca desvairada por prazer, aparência e poder.
E por que tanto materialismo? Não somos todos filhos do Amor Universal? Teríamos esquecido valores essenciais como compaixão, caridade, fraternidade, harmonia, respeito e ética? O que nos afastou tanto de nossa origem e de nosso verdadeiro propósito? Essa é uma das grandes questões que tocam todos os habitantes deste belo planeta azul.
Neste contexto de inquietação global, convivemos também com outras formas de vida: os animais e os vegetais. Seres que lutam apenas por sua subsistência, sem ambição, sem malícia, mas que desempenham papel essencial no equilíbrio ecológico e na continuidade da vida.
Entre eles, estão aqueles que domesticamos — especialmente cães e gatos — que, com sua lealdade, pureza e amor incondicional, nos oferecem conforto e companhia em meio às adversidades da vida. São, muitas vezes, como anjos silenciosos, que nos acolhem sem julgamentos.
E é justamente por isso que surge uma pergunta dolorosa e difícil de compreender:
Por que ainda existem atos de extrema crueldade contra esses seres indefesos?
Por que tantas atrocidades, tantos crimes hediondos, praticados contra animais que jamais nos ofereceram ameaça alguma? Esses seres, considerados irracionais, demonstram uma pureza que talvez nos confronte com nossa própria consciência. Eles nos fazem olhar para dentro de nós mesmos e refletir sobre quem realmente somos.
Casos como o ocorrido em Santa Catarina, envolvendo o cão comunitário Orelha — que agonizou por mais de uma hora após ser brutalmente agredido — não podem ser vistos como episódios isolados. São sinais de um adoecimento moral que precisa ser enfrentado com seriedade e urgência.
Não podemos mais tolerar a banalização da violência contra os mais vulneráveis, sejam humanos ou animais. A crueldade jamais pode ser aceita como algo normal ou justificável.
Temos o dever moral de construir uma sociedade mais justa, mais ética e mais humana. Que possamos resgatar, dentro de nós, os valores que nos definem como verdadeiros seres humanos: o amor, a compaixão e o respeito pela vida em todas as suas formas.
Que sejamos, hoje e sempre, agentes do bem. E que nunca nos esqueçamos de que a grandeza da humanidade se mede pela forma como tratamos os mais indefesos.
Maria Cecília
Colunista – Central Sul de Notícias
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