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Quinta-feira, 05 de Marco de 2026

Colunas/Sônia Hutterer

Refletindo: Baixa Estima

Reflexões causadas por livros, filmes, textos, fatos do cotidiano.

Refletindo: Baixa Estima
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CSN - Central Sul de Notícias - colunista Sônia Hutterer/psicóloga

Da Redação

Caros leitores,

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De acordo com o dicionário Aurélio, Estima é:

1. Sentimento da importância ou do valor de alguém ou de algo; apreço, consideração.

2. Afeição, afeto, amizade.

Portanto, baixa autoestima é o pouco ou nenhum valor ou consideração que se dá a si próprio.

Um dos sentimentos relacionados à baixa estima é o complexo de inferioridade onde o indivíduo sente-se inferior aos outros.  Em realidade, este sentimento foi inserido no inconsciente da criatura desde a infância provocando culpa, sensação de inadequação, constante frustração por causa da desvalorização da capacidade e habilidade pessoais por outras pessoas ou até pela própria pessoa.  Na maioria das vezes o indivíduo não tem consciência de sua baixa estima.  Ele sente-se inferior, mas não consegue compreender o motivo.

Alfred Adler, psiquiatra contemporâneo de Freud, afirma que "atrás das atitudes daqueles que se apresentam perante os outros com uma postura de superioridade, é possível a existência de um sentimento de inferioridade". Isso ocorre porque muitos tentam compensar seu sentimento de inferioridade exaltando ou exagerando a própria personalidade.  Podem ter tendência a arrogância, delírio megalomaníaco (mania de grandeza), preferência pela ostentação.

Lembremo-nos de que todos nós trazemos bagagem que nos foi transmitida pela família e pela sociedade.

Uma das raízes de todo complexo de inferioridade é o materialismo.

Quando acreditamos que tudo "ocorre por acaso", perdemos nosso valor interno e externo.  Não aceitamos a grande riqueza de nosso mundo interior e do Universo e não acreditamos na plenitude da Vida Maior, e desprezamos a Ordem Divina.  Se tudo acontece por "sorte", por acaso, de que adianta crescer obedecendo as Leis Naturais (Divinas) que regulam tudo e todos?

Voltaire disse que o "acaso não é, não pode ser, senão a causa ignorada de um efeito desconhecido."

O materialista precisa acreditar que é superior para compensar sua crença na pequenez da existência ou na falta de sentido em que vive.  Por outro lado, o ser espiritualizado sabe que não é pior nem melhor que o outro e sabe que cada um é tão bom quanto pode ser.  Ele age com os seus sentidos voltados para a Eternidade.

Sempre é possível transformar o estilo de vida (atitudes, comportamentos, crenças).  Nesse caminho há de se valorizar nossas forças interiores, aquelas que foram construídas no decorrer da vida.  Elas estão ao nosso dispor, já existem em nós por direito divino ("Vós sois deuses" afirmou Jesus).

Existe outro sentimento que advém do dito complexo de inferioridade: é o sentimento de auto piedade.  Este pode nos tornar doentes fisicamente.  Quando temos pena ou dó de nós mesmos, somatizamos essas emoções negativas em forma de doenças.  É a forma física de expressar uma atitude interna, ou mesmo um conflito.

Outro passo na cura da baixa autoestima é a expansão da consciência.  Os acontecimentos em si mesmos só têm sentido quando aprendemos a discernir o que há por trás dos aspectos físicos dos mesmos.  Quando não interpretamos os fatos da vida e o seguimento natural de seus destinos, nossa vida mergulha numa total falta de sentido.  A intenção da doença e seu objetivo nas pessoas de baixa autoestima aparece como alerta de que há uma descompensação psíquica (ou seja, o sentimento de inferioridade) e da necessidade de harmonização.

Aqueles que sentem auto piedade possuem pouca visão de seu ritmo interno, não valorizam seu mundo íntimo e nem desenvolvem o potencial inato (intuição, inspiração, percepção).

O maior sentido da vida é a conscientização da riqueza de nosso mundo interior.  Estamos todos em busca da perfeição, e para consegui-la trilhamos o caminho do autodescobrimento.  Somos essências divinas.

Para reconquistar a autoconfiança perdida, observemos algumas afirmações:

- Temos o potencial de tomar nossas próprias decisões e as tomaremos, respeitando as dos outros.

- Somos uma individualidade divina totalmente diferente dos outros.

- Fazemos as coisas porque gostamos e elas nos fazem sentir plenitude e não para agradar as pessoas.

- Novos relacionamentos estarão sempre acontecendo e para tanto não há porque ter medo de sermos abandonados.

- Fazendo uso do bom senso, as críticas e desaprovações não nos atingirão facilmente.

- A Luz Maior que há em nós é de extrema confiança - ela sempre nos guiará pelos melhores caminhos. 

Depende exclusivamente de nossa vontade vencer os obstáculos da baixa autoestima, que nos impedem de alcançar a plenitude das realizações pessoais de nossa vida.

Pensem nisso!

Boa semana!

 

FONTE/CRÉDITOS: CSN - Central Sul de Notícias - colunista Sônia Hutterer/psicóloga
Comentários:
Sonia Hutterer - Psicóloga

Publicado por:

Sonia Hutterer - Psicóloga

- " Sônia Hutterer, Psicóloga Clínica Junguiana e Radiestesista Terapêutica. Residente em Curitiba-PR - Como observadora do cotidiano, mantenho desde 2020 o Blog "Refletindo", onde escrevo sobre: Hábitos - Livros - Filmes e Cultura em Geral" -...

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