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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

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Lula anuncia MP para diminuir efeitos de tarifas do governo Trump

Em entrevista à BandNews FM, presidente antecipa que a MP Brasil Soberano, que será detalhada nesta quarta, cria linha de crédito de R$ 30 bilhões para ajudar atingidos pela taxação dos produtos pelos Estados Unidos

Lula anuncia MP para diminuir efeitos de tarifas do governo Trump
CSN - Na entrevista ao programa O É da Coisa, apresentado pelo jornalista Reinaldo Azevedo, Lula falou sobre as medidas do Governo Federal para combater os efeitos da taxação - Foto: Divulgação
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CSN - Central Sul de Notícias

Da Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 12 de agosto, em entrevista à BandNews FM, que assina nesta quarta-feira, 13 de agosto, a Medida Provisória Brasil Soberano. O texto cria uma linha de crédito no valor de R$ 30 bilhões com foco em empresas que tiveram prejuízo com as recentes medidas anunciadas pelos Estados Unidos, de taxar em 50% as exportações brasileiras. O chamado “tarifaço” entrou em vigor no último dia 6 de agosto.

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Ninguém vai ficar desamparado neste país por causa das medidas tomadas pelo presidente Trump. Vamos cuidar dos trabalhadores dessas empresas e, também, procurar outros mercados para elas
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Presidente da República

Na entrevista ao programa O É da Coisa, apresentado pelo jornalista Reinaldo Azevedo, Lula falou sobre outras medidas do Governo Federal para combater os efeitos da taxação. Além da linha de crédito, o plano de contingência inclui, ainda, as compras governamentais. Nessa modalidade, o Governo adquire produtos que seriam exportados, em especial gêneros alimentícios, para aproveitá-los em programas sociais. Outra vertente antecipada pelo presidente é a ênfase na abertura de novos mercados pelo mundo para os produtos nacionais.

CUIDADO - Segundo o presidente, o valor para a linha de crédito pode ser apenas um começo. Dependendo da necessidade, recursos adicionais podem ser investidos. “A medida é extremamente importante para mostrar que ninguém vai ficar desamparado neste país por causa das medidas tomadas pelo presidente Trump. Vamos cuidar dos trabalhadores dessas empresas e, também, procurar outros mercados para elas”, ressaltou.

PEQUENAS EMPRESAS - De acordo com o presidente, o objetivo das medidas é ajudar, sobretudo, as pequenas empresas que exportam, por exemplo, tilápia, mel, frutas e outros produtos, como máquinas. O Governo Federal já afirmara, anteriormente, que as empresas brasileiras que têm maior dependência do mercado norte-americano para as vendas terão atenção especial.

INCENTIVO - O Governo Federal também está enviando listas com produtos que os empresários brasileiros vendem para os Estados Unidos a outros países. “Ninguém larga a mão de ninguém. Eu quero ajudar, quero tentar ver as relações que temos com todos os países, o que a gente compra, o que a gente vende. Precisamos ajudar os empresários a abrir novos mercados e, também, incentivar os empresários a brigar pelos mercados. Não dá para deixar barato a taxação imposta. Há leis nos Estados Unidos e os nossos empresários podem abrir processo, podem brigar por seus direitos, lá, também”, ressaltou.

OMC - Outra frente do Governo Federal relatada por Lula na entrevista é o padrão já utilizado de recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a taxação imposta pelo presidente Donald Trump dos Estados Unidos. “Estamos pensando na aplicação da Lei da Reciprocidade, o que podemos fazer a respeito. Não queremos ficar dizendo que vamos fazer bravata. Nós vamos medir as consequências para o povo brasileiro e para a relação com os Estados Unidos a cada momento que a gente tiver de tomar uma decisão. Afinal, temos uma relação histórica e muito profunda de 201 anos. E queremos manter uma relação como temos com todo mundo: civilizada, ordeira, em que a gente possa sentar e discutir divergências.”

NEGOCIAÇÃO - “As grandes empresas têm mais poder de resistência, mas vamos garantir a sobrevivência das empresas brasileiras. Houve um tempo em que nosso comércio exterior dependia 25% dos Estados Unidos. Hoje, são 12%. Eu continuo preparado para negociar. Não sei qual a experiência de negociação do presidente Trump, mas desde 1968 eu negocio com patrão, nas fábricas. Às vezes eu ganhava, às vezes perdia, às vezes empatava, mas o importante é sentar numa mesa e negociar”, definiu.

FONTE/CRÉDITOS: CSN - Central Sul de Notícias - Planalto
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