Da Redação
CSN - Central Sul de Notícias
Tem um dito popular que afirma que o papel aceita tudo. Basta o candidato escrever um descritivo político, registrando todas as promessas de campanha, que ele acredita que irá conquistar o voto do eleitor. Promessas como: aumento do número de vagas e atendimentos nas creches – nas pré-escolas – nas maternidades e nos postos de saúde. Redução do índice da violência urbana – aumento do efetivo da segurança pública – ampliação da rede de esgotos – e da redução no valor da tarifa do transporte público – É promessa pra tudo quanto é gosto e necessidade.
Tem candidato que chega a registrar as suas ideias de gestão pública em cartório, visando dar uma maior autenticidade em seus discursos de palanque. Tudo muito bonito, cheio de boas intenções, num mundo perfeito. Que não é o nosso caso.
O custo de uma eleição é muito alto. Por mais que tenha a disposição dos candidatos o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Um fundo público destinado ao financiamento das campanhas eleitorais dos candidatos, previsto nos artigos 16-C e 16-D da Lei nº 9.504/1997. Para a eleição de 2024 o valor do FEFC é de R$ 4.961.519.777,00, montante que foi disponibilizado pelo Tesouro Nacional ao TSE, nos termos da Lei nº 9.504/1997, art. 16-C, § 2º.
Por mais que pareça ser muito dinheiro a disposição dos candidatos o custo de uma candidatura pode chegar a cifra de milhões. A divisão do valor da cota do Fundo de Campanha, varia de partido para partido. Quer dizer; nem todos recebem o mesmo valor. Tem candidato a vereador que recebe uma ajuda de custo de 20 mil reais. Dinheiro que será usado para pagar: transporte dos cabos eleitorais, refeição, combustível, gráfica, gravação de vídeos, fotos, produção de mídia e pagamento de produção de marketing e propaganda eleitoral. Quer dizer, esse candidato vai ter que completar os gastos com o recursos próprio. É aí que mora a diferença de uma candidatura para a outra. Quem tem mais poder econômico acaba levando uma grande vantagem sobre os demais concorrentes
Para as eleições municipais deste ano, a Justiça Eleitoral do Paraná recebeu 33.402 pedidos de registros de candidatura em todo o estado, dos quais 1.133 se referem ao cargo de prefeito e 1.147ao de vice-prefeito. Quanto ao cargo de vereador, serão 31.122 pessoas disputando 3.905 vagas, de acordo com estatísticas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A corrida eleitoral no Paraná, visando os cargos de Prefeito e de vereador será acirrada. Os principais candidatos, experientes ou debutantes, são oriundos de famílias ricas. Alguns deles conseguiram amealhar um bom patrimônio quando ocuparam cargos de governador, senador, deputado federal e prefeito. É difícil entender como um gestor público, com um mandato de 4 ou no máximo de 8 anos (sendo reeleito), consegue ficar rico, com salários que não ultrapassam a casa dos 40 mil reais.
O eleitor, por sua vez, tem que valorizar o seu voto. É preciso entender que o compromisso assumido pelo candidato não se apresenta, apenas, em ano eleitoral. O trabalho social tem que estar inserido na vida do candidato. O futuro político tem que participar de atividades que projetam o crescimento da comunidade. É preciso ser portador dos interesses do cidadão nas esferas públicas. Conhecer o dia a dia da sua cidade. Não se constrói um candidato em ano de eleição. O dinheiro pode comprar quase tudo, mas, dependendo do seu senso crítico não compra o seu voto. Pense nisso.

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