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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2026

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Lula condena ação militar dos EUA na Venezuela

Segundo o presidente brasileiro, o ataque representa uma “afronta gravíssima à soberania de um país da América do Sul” e cria um precedente extremamente perigoso nas relações internacionais, ao normalizar intervenções militares unilaterais.

Lula condena ação militar dos EUA na Venezuela
CSN - Foto: Planalto
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CSN - Central Sul de Notícias - Jornalista douglas de Souza - Brasil 

Da Redação

Brasília — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou duramente, neste sábado, 3 de janeiro de 2026, a ofensiva militar realizada pelos Estados Unidos contra a Venezuela e a suposta captura do presidente Nicolás Maduro, anunciada pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump.

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Em nota e declarações a interlocutores próximos, Lula classificou a ação como uma grave violação da soberania venezuelana e um episódio que pode gerar consequências imprevisíveis para a estabilidade regional.

“Precedente perigoso”

Segundo o presidente brasileiro, o ataque representa uma “afronta gravíssima à soberania de um país da América do Sul” e cria um precedente extremamente perigoso nas relações internacionais, ao normalizar intervenções militares unilaterais.

Lula também fez um alerta direto sobre os impactos humanitários do conflito. Para ele, uma escalada armada na Venezuela pode resultar em uma catástrofe humanitária, com reflexos imediatos em países vizinhos, inclusive o Brasil, especialmente em relação a fluxos migratórios e instabilidade social.

Reunião de emergência no Itamaraty

Diante da gravidade da situação, o governo brasileiro convocou uma reunião ministerial de emergência para a manhã deste sábado, no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O encontro reúne representantes da Presidência, do Ministério das Relações Exteriores e da área de Defesa para definir a posição oficial do Brasil e avaliar os desdobramentos diplomáticos e regionais da crise.

Defesa do diálogo e do direito internacional

Fiel à sua linha diplomática, Lula voltou a defender o diálogo como instrumento central da política internacional, afirmando que “conversar é sempre menos sofrível do que a guerra”. O presidente reiterou que conflitos devem ser resolvidos por meio da diplomacia e do respeito ao direito internacional, e não pelo uso da força militar.

Tentativa de mediação

Antes do agravamento da crise, Lula já havia tentado se colocar como mediador do impasse. Segundo o Planalto, o presidente manteve conversas telefônicas com Nicolás Maduro e também teria sinalizado a Donald Trump que o Brasil não deseja conflitos armados na América Latina.

Possível retorno antecipado a Brasília

Lula, que está em recesso no Rio de Janeiro, avalia antecipar seu retorno a Brasília para acompanhar de perto a evolução da crise e liderar as articulações diplomáticas do país diante do novo cenário internacional.

A situação segue em desenvolvimento, enquanto a comunidade internacional aguarda informações mais claras sobre os acontecimentos na Venezuela e o paradeiro de seu presidente.

 

FONTE/CRÉDITOS: CSN - Central Sul de Notícias - Reportagem Especial
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