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Domingo, 14 de Dezembro de 2025

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Prato curitibano recebe Indicação Geográfica e entra para o time dos imortais

Nos botecos, o movimento já começou a mudar. No Bar do Dante, a carne de onça, antes servida só às quintas, entrou no cardápio diário. “O pessoal pede cada vez mais. Agora tem todo dia e está vendendo bem”, conta Dante Manfron, entre uma rodada e outra.

Prato curitibano recebe Indicação Geográfica e entra para o time dos imortais
CSN - Prato curitibano recebe Indicação Geográfica e entra para o time dos imortais. Foto: Daniel Castellano/SECOM
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CSN - Central Sul de Notícias - Secom

Da Redação

A carne de onça, orgulho dos botecos e paladares curitibanos, agora é oficialmente “daqui”. O prato, que há décadas colore os balcões dos bares da cidade, recebeu a cobiçada Indicação Geográfica (IG) do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), na modalidade Indicação de Procedência. O que isso significa? Ninguém faz carne de onça como Curitiba, e isso está registrado.

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Servida sobre uma fatia generosa de broa de centeio – que, aliás, também tem IG desde janeiro deste ano – e coroada com carne bovina fresca, cebola branca, cebolinha, azeite, sal e pimenta, a carne de onça é mais do que um prato. É um pedaço da história curitibana que passou de geração em geração, de bar em bar, até virar patrimônio.

Para o Instituto Municipal de Turismo (IMT), esse reconhecimento é motivo de celebração e orgulho. “A carne de onça é sabor, identidade e memória. Ver esse prato típico receber a IG é também valorizar nossa cultura e nossa economia”, destaca a presidente interina do IMT, Tatiana Neves.

Mais de 200 bares e restaurantes oferecem hoje a carne de onça na capital, segundo a Associação Amigos da Onça. A conquista da IG é fruto de um trabalho conjunto da entidade com o Sebrae/PR, que acompanhou de perto cada etapa, desde a organização da documentação até a valorização dos saberes tradicionais por trás da receita. Em 2016, a carne de onça foi oficializada como patrimônio cultural da cidade.

Reconhecimento 

E o esforço valeu a pena. “Essa é uma vitória coletiva. Menos de dois anos depois do início do processo, já temos o reconhecimento do INPI. Isso mostra a força do prato e da nossa cultura”, comenta Márcia Giubertoni, consultora do Sebrae/PR.

Nos botecos, o movimento já começou a mudar. No Bar do Dante, a carne de onça, antes servida só às quintas, entrou no cardápio diário. “O pessoal pede cada vez mais. Agora tem todo dia e está vendendo bem”, conta Dante Manfron, entre uma rodada e outra.

Para Délio Canabrava, dono do tradicional CanaBenta, o sucesso tem nome e sobrenome: autenticidade curitibana. “É o prato mais procurado, chama a atenção dos turistas e tem história. A IG só confirma aquilo que a gente já sabia: essa iguaria é nossa, e é especial.”

E que história. Tudo começou nos anos 1940, nos bastidores do Britânia, time de futebol da cidade. Um dos jogadores soltou a piada: “essa carne é tão bruta que nem onça come”, e pronto. Nascia ali o nome que atravessaria décadas, sabores e afetos.

Com a IG, a carne de onça passa a integrar oficialmente o rol de produtos com origem protegida. Isso significa mais valorização, mais turistas curiosos, mais desenvolvimento econômico para quem vive da gastronomia local. E, claro, mais orgulho na mesa.

Curitiba agora soma duas IGs 100% da capital: a broa de centeio e a carne de onça. Ambas podem – e devem – aparecer juntas, num mesmo prato, num mesmo bar, num mesmo brinde ao que é nosso. “Afinal, a cidade não vive só de pinhão, frio e sotaque puxado. Vive também de histórias boas contadas com gosto – e com gosto de carne de onça”, comemora Neves.

 
FONTE/CRÉDITOS: CSN - Central Sul de Notícias - Secom
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