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Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2026

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Alergia alimentar: quando o risco pode ser fatal

Histórico familiar de alergia, dermatite atópica, exposição ambiental a ácaros e alta ingestão de certos alimentos são fatores associados ao desenvolvimento de alergias.

Alergia alimentar: quando o risco pode ser fatal
CSN - Foto: Arte
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A alergia alimentar é uma resposta do sistema imunológico a proteínas inofensivas presentes nos alimentos. Em pessoas predispostas, a “tolerância oral” — mecanismo que normalmente ensina o organismo a não reagir ao que comemos — falha. Em vez de tolerar, o corpo produz anticorpos IgE contra proteínas específicas; ao novo contato, essas IgE acionam mastócitos e basófilos, liberando mediadores (como histamina) que causam sintomas que vão de urticária a anafilaxia.

Por que peixes e crustáceos dão tanta alergia?

Quem tem mais risco?

Histórico familiar de alergia, dermatite atópica, exposição ambiental a ácaros e alta ingestão de certos alimentos são fatores associados ao desenvolvimento de alergias. Uma vez estabelecida, a alergia a peixe/crustáceo tende a persistir na vida adulta e pode provocar reações graves.

Sintomas mais comuns

Coceira, urticária, lábios/face inchados, dor abdominal, vômitos, chiado, queda de pressão e anafilaxia (emergência). O contato com vapor ou partículas de peixe durante o preparo também pode deflagrar sintomas em pessoas muito sensíveis.

Como se diagnostica?

  1. História clínica detalhada (o quê, quanto, como e quando comeu; sintomas; tempo até reação).

  2. Testes cutâneos de puntura e/ou IgE específica no sangue — indicam sensibilização, não confirmam sozinhos a doença.

  3. Teste de provocação oral (idealmente duplo-cego, placebo-controlado) é o padrão-ouro quando necessário e feito com segurança em ambiente médico.

Tratamento e manejo

  • Evitar o alimento (e derivados) identificado como causador.

  • Ler rótulos com atenção; lembrar de caldos, molhos, pastas e óleos saborizados.

  • Carregar adrenalina (epinefrina) auto-injetável se houver risco de anafilaxia; saber usar e procurar emergência após aplicação.

  • Imunoterapia para peixe/crustáceo ainda é experimental; seu alergista é quem melhor avalia elegibilidade e riscos.

Mito & Fato: alergia a frutos do mar e “alergia ao iodo/contraste”

Mito 1 — “Tenho alergia a camarão, então não posso fazer exame com contraste por causa do iodo.”
Fato: iodo não é alérgeno. A alergia a crustáceos se deve à tropomiosina, sem relação com iodo. Ter alergia a frutos do mar não aumenta o risco de reação a contraste iodado. O principal fator de risco para reação a contraste é já ter reagido ao próprio contraste no passado (e, de forma geral, ter atopia).

Mito 2 — “Exames de imagem usam mercúrio para realçar o contraste.”
Fato: não se usa mercúrio como meio de contraste — mercúrio é tóxico. Em tomografia, os contrastes são iodados; em ressonância, usam-se agentes à base de gadolínio. Protocolos de segurança são definidos por diretrizes, e a avaliação é individual.

Se você já teve reação a contraste, avise seu médico e o serviço de imagem. Existem estratégias (escolha de agente, pré-medicação em casos selecionados, observação) definidas em manuais como o da American College of Radiology (ACR).

Perguntas rápidas

  • Cozinhar elimina a alergia? Nem sempre. Tropomiosina e parvalbumina são relativamente estáveis ao calor; reações podem ocorrer mesmo com o alimento cozido.

  • Posso comer “peixe X” se sou alérgico a “peixe Y”? Frequentemente há reação cruzada entre espécies; isso deve ser testado e decidido com seu alergista.

  • Existe exame em farmácia que “detecta tudo”? Testes caseiros e painéis indiscriminados geram falsos positivos/negativos e não substituem avaliação com especialista e, quando indicado, o teste de provocação.


Conclusão

A alergia a peixes e crustáceos decorre de uma resposta imune (IgE) a proteínas específicas — tropomiosina nos crustáceos e parvalbumina nos peixes — com alta possibilidade de reação cruzada entre espécies (e, no caso de crustáceos, com alérgenos de ácaros). O diagnóstico correto combina história clínica, testes de sensibilização e, quando necessário, provocação oral. O tratamento baseia-se em evitar o alimento implicado e preparar-se para emergências. E é importante derrubar mitos: alergia a frutos do mar não impede, por si só, exames com contraste — e não se usa mercúrio como agente de contraste.

Alergia a peixes e crustáceos: o que você precisa saber

  1. Principais causadores

    • Crustáceos → Tropomiosina

    • Peixes → Parvalbumina

  2. Sintomas

    • Coceira e urticária

    • Inchaço

    • Dor abdominal

    • Anafilaxia

  3. Diagnóstico

    • Consulta com alergista

    • Testes cutâneos/sangue

    • Teste de provocação

  4. Tratamento

    • Evitar consumo

    • Atenção a rótulos

    • Adrenalina em emergências

  5. Mito e Verdade

    • ❌ Não é alergia ao iodo

    • ❌ Não há mercúrio em contraste

    • ✔️ Alergia a frutos do mar não impede exames


FONTE/CRÉDITOS: CSN - Central Sul de Notícias
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