CSN - Central Sul de Notícias - colunista Lysandra Fortes
Da Redação
Caro leitor, muitos de nós possuem mais bens materiais do que realmente necessitam, enquanto outros vivem com menos do que o mínimo para sobreviver. Estamos no final de 2025 e, infelizmente, ainda vemos pessoas morrerem de fome, sem um par de sapatos e vivendo em locais onde nem o saneamento básico existe. As indústrias nos induzem a consumir sem parar — seria inspirador se esse mesmo movimento incentivasse também a solidariedade, como doar e auxiliar quem nada tem.
Vivemos um período em que somos distraídos a comprar sem pensar. Porém, agir assim traz consequências graves. O consumismo desenfreado faz com que muitas pessoas se endividem, gastando mais do que podem. É como uma esteira invisível que leva o pedido da loja diretamente para a porta de casa.
Ao agir por impulso, muitos compram sem necessidade. E, por causa dessas escolhas impensadas, grande parte da sociedade acumula dívidas e acaba entrando em depressão.
Na tentativa de preencher um vazio, consome-se cada vez mais — e, como essa não é a solução, o vazio permanece. Além disso, enfrentamos o problema do lixo: produzimos um volume gigantesco de resíduos para os quais muitas vezes não existe reciclagem possível. Estamos em pleno mês da Black Friday, e por isso convido você a refletir sobre o consumismo.
Precisamos questionar o que compramos, por que compramos e se realmente precisamos daquilo. Vivemos em um mundo material e naturalmente precisamos adquirir coisas, mas o consumo sem freios não pode ser o norte da nossa vida. A verdadeira felicidade não está no ter, mas no ser.
Que possamos nos esculpir diariamente com o objetivo de “ser mais” e não apenas “ter mais”. “Buscai, pois, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6:33).
Fica a reflexão!
Comentários: