CSN - Central Sul de Notícias - colunista Lysandra Fortes
Da redação
Caro leitor, com o intuito de enaltecer os artistas que fomentam a cultura da minha querida cidade, Curitiba-PR, compartilharei ao longo deste ano algumas histórias de personagens ilustres.
A primeira convidada deste quadro é Anita Zippin. Nos conhecemos em 2022, na piscina da Sociedade Thalia, em Curitiba, onde ela nada 4.500 metros, três vezes por semana. Participa de campeonatos e já conquistou diversas medalhas. Anita nasceu em Curitiba, em 17 de outubro de 1952. É filha do advogado Dálio Zippin e da artista Lili Zippin. Estudou no tradicional Colégio Estadual do Paraná, onde teve excelentes professores de português — sua disciplina preferida.
Foi na sala de aula que floresceu seu gosto pela literatura. Sua primeira crônica foi um apelo aos médicos, dedicada ao Dr. Moises Passiole, que estava sendo injustiçado por colegas de profissão. Após escrever, mostrou o texto ao pai. Dois dias depois, em um domingo, durante o café da manhã, ele abriu o jornal e disse: “Que bela matéria, que bela crônica”. Começou a ler em voz alta e, para surpresa de Anita, era justamente sua crônica, publicada pelo pai. Formou-se em Direito pela Universidade Federal do Paraná. Atuou em diversos jornais e revistas no Brasil e na Argentina. Já escreveu mais de cinco mil crônicas e possui cinco livros publicados, entre eles: O Dálio que eu vi, Década, Pais e Filhos – Encontros e Desencontros e Crônica MENTE: passado presente.
Foi Assessora Jurídica no TJPR e no Iprev/SC. Participou da criação da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA). Integra a Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, a Associação de Senhoras de Rotarianos de Curitiba-Sul e a Associação Nacional das Mulheres de Carreira Jurídica. Recebeu o título de Vulto Emérito de Curitiba.
Atualmente, preside a Academia de Letras José de Alencar. Também participa do Centro Paranaense Feminino de Cultura, da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil, do Centro de Letras do Paraná e da Academia. É sócia fundadora do Sindicato dos Escritores do Brasil e do Observatório de Cultura do Paraná.
Anita guarda memórias especiais do bairro Centro. Um dos lugares que frequenta até hoje é a tradicional Confeitaria das Famílias. Seu pai costumava comprar doces no fim do expediente e levar para os filhos. Anita recebia sempre uma bomba de chocolate, que se tornou um sabor afetivo em sua vida.
Para ela, escrever é uma missão: transformar sentimentos em palavras, sempre com positividade. Carrega como lema frases aprendidas na casa paterna, que a guiam como bússola e conquistam todos por onde passa: “Quando só se pretende a prática do bem, sempre se triunfa.” Ou ainda: “Traga-me sempre dificuldades, as boas notícias me enfraquecem.”
Atualmente, está envolvida em diversos projetos culturais. Entre eles, estamos
finalizando juntas o livro Vida em Flor, em fase de edição e com lançamento previsto parao primeiro semestre de 2026.
Encerramos com um de seus poemas:
"No veludo da noite
Sonhou a criança
Com mundo mais lindo
Cheio de esperança"
(Anita Zippin)
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