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Da Redação
A China revelou novos detalhes sobre a Qingzhou, a mais nova geração de espaçonave de carga desenvolvida pela Academia de Inovação para Microssatélites, da Academia Chinesa de Ciências, que deverá realizar seu voo inaugural no próximo ano. Projetada para ser compacta, inteligente e de baixo custo, a nave representa um salto tecnológico nas operações logísticas da estação espacial chinesa.
Com cerca de 5 toneladas, a Qingzhou oferece um módulo de carga com 27 metros cúbicos de volume interno total e 9 metros cúbicos de armazenamento útil. Seu sistema de prateleiras de quatro camadas inclui 40 compartimentos padrão, permitindo transportar desde suprimentos para astronautas até equipamentos de pesquisa científica. O design modular amplia a flexibilidade para diferentes tipos de missões.
Entre os avanços da espaçonave está o sistema inteligente de gerenciamento de carga, que identifica, rastreia e organiza automaticamente os itens. Os astronautas podem localizar objetos por comando de voz, recurso que reduz significativamente a carga de trabalho a bordo. Para materiais sensíveis, a Qingzhou conta ainda com “geladeiras espaciais” modulares de 60 litros cada, que podem ser combinadas até atingir 300 litros de capacidade, garantindo controle preciso de temperatura.
A nave adota um design de módulo único integrado, diminuindo seu tamanho externo e aumentando a eficiência de uso do espaço. A estrutura é compatível com múltiplos veículos de lançamento, o que permite maior agilidade nas operações de transporte. O custo atual de envio é estimado em cerca de 100 mil yuans (US$ 14.134) por quilograma, com expectativa de queda com a produção em larga escala e parcerias comerciais.
Com a Qingzhou, a China avança na construção de um sistema logístico espacial mais eficiente, inteligente e econômico para sustentar sua estação espacial nos próximos anos.

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