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Quinta-feira, 09 de Julho de 2026

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Cientista brasileira faz tetraplégicos voltarem a andar com nova proteína

Tratamento experimental desenvolvido na UFRJ permitiu que seis pacientes recuperassem movimentos após lesão na medula espinhal, colocando o Brasil em destaque na medicina regenerativa

Cientista brasileira faz tetraplégicos voltarem a andar com nova proteína
CSN - Foto: Central Sul de Notícias
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CSN - Central Sul de Notícias - Medicina

Da Redação

Após quase três décadas de pesquisa, a cientista brasileira Tatiana Coelho de Sampaio, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), alcançou um avanço histórico na medicina regenerativa. Seis pacientes tetraplégicos voltaram a andar após tratamento com a proteína polilaminina, desenvolvida no Brasil.

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O resultado representa uma nova esperança para pessoas com lesões na medula espinhal e coloca o país entre os protagonistas mundiais na pesquisa de regeneração neural.

Proteína regenera conexões nervosas

A polilaminina foi desenvolvida em parceria com o Laboratório Cristália e é produzida a partir de placentas humanas. A substância funciona como uma estrutura biológica que orienta o crescimento dos neurônios, facilitando a reconexão das células nervosas danificadas.

Quando aplicada cirurgicamente até 72 horas após o trauma, associada à fisioterapia intensiva, a proteína estimula a regeneração das fibras nervosas da medula espinhal.

Segundo os pesquisadores, os pacientes apresentaram recuperação de movimentos, força muscular e sensibilidade nos membros superiores e inferiores.

Pacientes recuperam autonomia

Os testes iniciais envolveram cerca de dez pacientes com lesões graves. Seis deles apresentaram recuperação significativa dos movimentos, incluindo casos de retomada da capacidade de andar e realizar atividades do dia a dia com maior independência.

Os resultados foram considerados surpreendentes pela equipe médica e desafiam o entendimento tradicional de que lesões graves na medula seriam permanentes.

Especialistas afirmam que a descoberta pode transformar o tratamento da tetraplegia e beneficiar milhões de pessoas em todo o mundo.

Tratamento ainda está em fase experimental

O estudo recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ampliar os testes clínicos. A expectativa é confirmar a eficácia e a segurança do tratamento em um número maior de pacientes.

Se os resultados forem validados em larga escala, a polilaminina poderá representar uma revolução na medicina regenerativa e consolidar o Brasil como referência internacional na área.

FONTE/CRÉDITOS: CSN - Central Sul de Notícias - Reportagem Especial
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