Da Redação - CSN - Central Sul de Notícias
Nas duas primeiras apresentações em solo francês o basquete brasileiro estava simplesmente irreconhecível nos jogos olímpicos de Paris. Já na estreia o time brasileiro foi derrotado pela seleção da casa por um placar por 78 a 66 no sábado (27/07). O jogo aconteceu no Estádio Pierre Mauroy, em Lille, França, na rodada de abertura do torneio masculino de basquete dos Jogos Olímpicos de Paris. O fenômeno francês Victor Wembanyama, deitou e rolou em cima da defesa brasileira.
No dia 30, o Brasil voltou a quadra e sofreu mais uma derrota. A seleção perdeu para a Alemanha, a atual campeã mundial, por 86 a 73 em jogo do Grupo B. Atrevo-me a dizer que essa pode ser considerada uma das seleções de mais baixo nível técnico a representar o nosso país numa olimpíada. Os atletas como o armador Yago Mateus, que joga no time Estrela Vermelha-SRB, estava irreconhecível.
- Com jogadas equivocadas, Yago, tentou, durante as duas partidas, várias penetrações no garrafão, buscando fazer uma bandeja, tendo pela frente jogadores com mais de 2 metros de altura, que facilmente o desarmavam. Yago, mais parecia um jogador amador de segunda divisão do basquete brasileiro. O atleta que tem como característica o arremesso certeiro de 3 pontos (fora do garrafão), usou muito pouco esse recurso para ajudar o time brasileiro à vencer as partidas.
- Outro atleta que apresentou um nível técnico bem abaixo do que demonstra na NBA, é o jogador Guilherme Santos (Gui), atleta do Golden State Warriors -EUA. O jogador brasileiro demonstrou pouco entrosamento com os seus colegas de quadra. A intensidade de suas jogadas pouco contribuíram para manter a nossa seleção com chances de vencer os dois jogos.
Podemos colocar o mau desempenho do basquete brasileiro nos jogos olímpicos de Paris, na conta do técnico Aleksandar Petrovic. Afirmo isso, porque o técnico disse em bom tom que a nossa seleção estava 100% pronta para enfrentar os seus adversários. “Estamos prontos para a Olimpíada e muito focados para o que está por vir", declarou o técnico.
Sem apresentar um desenho tático que definissem jogadas de resultados a seleção demonstrou, durante os jogos, o quanto tem que evoluir taticamente, para poder enfrentar as grandes potências em âmbito de igualdade. E, não estou falando aqui de seleções como as do EUA, Espanha e França. O Brasil tem o dever de honrar a tradição de um país bicampeão mundial de basquete. Tendo em seu currículo vencedor nomes consagrados como; Ubiratan Pereira Maciel, Oscar Schmidt, Marcel de Souza e Adilson de Freitas Nascimento .
Os jogadores ao entrar na quadra têm que ter garra e principalmente inteligência para anular as jogadas dos adversários. E, atletas como Yago Mateus e Gui dos Santos,precisam entender que o jogo é coletivo. É dever deles servir os companheiros quando estão mais bem posicionados. Querer resolver tudo sozinho quando tem pela frente um paredão de mais de 2 metros de altura, é facilitar o jogo para o adversário.

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