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Domingo, 18 de Outubro 2026
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Trump eleva tarifas contra o Brasil e acusa STF de perseguir Bolsonaro

Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil não aceitará pressões externas

Trump eleva tarifas contra o Brasil e acusa STF de perseguir Bolsonaro
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CSN - Central Sul de Notícias - jornalista Douglas de Souza

Da Redação

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (9) uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras para o mercado norte-americano. A medida, que causou forte repercussão no cenário internacional, foi apresentada como uma retaliação política e econômica ao que Trump classificou como “perseguição judicial” ao ex-presidente Jair Bolsonaro no Brasil.

Durante o anúncio, Trump acusou o Supremo Tribunal Federal (STF) de promover uma espécie de "caça às bruxas" contra Bolsonaro, seu aliado ideológico, que enfrenta investigações e processos por sua atuação durante e após o mandato presidencial. “Não podemos manter relações comerciais normais com um país onde a democracia está sendo corroída por uma justiça ativista e ideologicamente motivada”, declarou o ex-presidente americano, em tom duro.

Em resposta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o Brasil não aceitará pressões externas e que quem manda no país “é o povo brasileiro”. Lula prometeu adotar medidas de retaliação simétricas e anunciou que o governo pretende aplicar a mesma alíquota de 50% sobre produtos de origem norte-americana. “O Brasil vai defender sua soberania e os interesses da sua economia”, declarou o presidente.

O clima de tensão entre os dois países gerou preocupação imediata no setor empresarial brasileiro. Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas da China. A nova tarifa pode afetar diretamente setores como o agronegócio, mineração, siderurgia e tecnologia, que têm forte presença nas exportações para o mercado norte-americano.

Analistas alertam para impactos econômicos de curto e médio prazo. A cotação do dólar já disparou, sendo negociado a R$ 5,00 nas principais bolsas, e há temores de que a crise possa provocar aumento nos preços dos combustíveis, dos alimentos e acelerar a inflação. Empresários do setor produtivo também expressaram preocupação com o risco de demissões em massa e retração de investimentos.

A escalada do conflito comercial reacende o debate sobre os efeitos da politização das relações internacionais e seus reflexos sobre a estabilidade econômica interna. Nas próximas semanas, o Ministério das Relações Exteriores e a equipe econômica do governo devem se reunir com entidades do setor privado para definir estratégias e conter os danos.

FONTE/CRÉDITOS: CSN - Central Sul de Notícias - jornalista Douglas de Souza
Douglas de Souza - Jornalista

Publicado por:

Douglas de Souza - Jornalista

Jornalista formado pela Unisinos, editor chefe da: CSN - Central Sul de Notícias -Responsável pelas editorias de: economia - política - meio-ambiente - ciência e tecnologia

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