CSN - Central Sul de Notícias - Sônia Hutterer - colunista - psicóloga
Da Redação
https://soniahutterer.blogspot.com
Caros leitores,
O livro do mês de agosto de nosso Clube de Leitura foi de autoria de uma escritora canadense premiada. "O Farol e a Libélula" é seu primeiro romance para adultos. O nome dela é Jean E. Pendziwol e "ela mora aos pés das montanhas Nor'Wester, perto do Lago Superior, e tira sua inspiração para escrever da rica história, da cultura e da geografia do noroeste de Ontário, no Canadá. Ela tem três filhos adultos, um vira-lata amável e várias galinhas temperamentais, todos ocasionalmente visitados por cervos, raposas, lobos e ursos."
A obra foi escrita em 2017 com o título original em inglês de "Lightkeeper's Daughters" ("As filhas do faroleiro"). Acredito que o título em português foi adotado por ser mais poético, em minha opinião, e talvez por chamar a atenção.
Todos do clube, inclusive eu, amaram sua leitura.
A escritora colocou duas narradoras "Elizabeth" e "Morgan" e os capítulos vêm com os nomes da duas personagens e escritos intercaladamente. O início foi um pouco difícil de engrenar na história mas depois que você se acostumava com o estilo da autora, a leitura foi ficando mais fluida.
Assim como os filmes e as séries atuais, a narrativa também se intercalava muitas vezes entre o presente e o passado. Como há muitos personagens eu fui fazendo, no decorrer de sua leitura, uma ficha com os nomes deles e suas relações com os outros. Apesar de tudo isso que parece desgastante, quando se chega ao final da história, não há como não amá-la. Esse é um daqueles livros que você fica com saudades dos personagens, do local e da história embora pareça de difícil compreensão no início, a autora se esmerou no suspense, no drama, no mistério e terminou com uma história comovente e bem contada.
A discussão no grupo foi bem acalorada e muitos aspectos duvidosos do enredo foram resolvidos no encontro.
Esse livro daria uma ótima série na Netflix.
Uma das coisas que mais gostei na obra foi entender e aprender um pouco sobre as pessoas que cuidavam/trabalhavam num farol no passado. Creio que hoje a tecnologia auxilie de uma maneira mais tranquila a rotina de um faroleiro. A região norte do Canadá, onde se passa a história é uma região muito gelada e a vida dos faroleiros era muito difícil - desde estocar comida e enlatados no verão para o inverno, até coletar ovos de gaivotas e a plantação de raízes - tipo batata. Isso foi bem interessante. A autora escreveu o livro baseado na região em que mora, então a ficção da história quase pode ser comparada a uma história real.
Eu recomendo a obra - amei a história, sua leitura a qual ficará na minha memória por um bom tempo.
Boa semana!
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